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Se liga no Spinn!

2 de agosto de 2020

Foto oficial: Facebook Spinn

Banda de Liverpool lança mais um single e faz bonito!

Por: Vitor Diniz

Ao lado de nomes como o da cantora Jade Bird e do Sports Team, o Spinn é, sem dúvida, uma das grandes apostas da nova geração britânica. O super jovem quarteto de Liverpool representa a cena da cidade dos Beatles e do campeão inglês de futebol com muita categoria e com um senso pop dos mais apurados.
Essa irresistível banda, que o Popmix conferiu ao vivo no final de 2019, no King Tut’s, em Glasgow, lançou recentemente mais um single pra lá de empolgante. “Stuck On A Feeling”, com suas contundentes linhas de baixo, é daquelas músicas que mostram que o Spinn veio mesmo para ficar. Com seu grudento, irresistível e autointitulado disco de estreia, lançado em 2019 pelo selo Modern Sky UK e que conta com onze faixas, o grupo conquistou fãs no Reino Unido e no Japão, entre outras praças. “Believe It Or Not” ,que abre o álbum, é uma jóia pop. Com jeitão de hit mundial, a toda sedutora “Believe It Or Not” é uma das músicas mais dançantes que o indie britânico produziu desde “Still On Fire” lançada pelo Aztec Camera, em 1984 .


Foto: Vitor Diniz

E se não fosse por essa pandemia terrível que abala o mundo, os meninos poderiam estar ainda mais hypados com uma sequência maior de trabalho. Ao vivo, a banda é mesmo muito competente, e a elogiada participação do quarteto no Reading Festival em 2019, também ratifica essa afirmação.

Lembrando o Spinn na Escócia

Melhor que ter visto no ano passado um show do Spinn foi ter feito isso no famoso King Tut’s Wah Wah Hut, em Glasgow. Foi nessa seminal casa que o mestre Alan McGee, da Creation Records, agora com a Creation 23, encontrou o Oasis e aí surgiam os primeiros capítulos de uma das mais importantes trajetórias do rock. Com toda essa atmosfera Britpop do local, que fica na região central da apaixonante e extremamente musical cidade de Glasgow, vimos o Spinn em noite impagável no mês de novembro. Assim como seu LP, o show da banda naquela noite de 2019 foi uma delícia de ser conferido e rolou fácil, pois todas as faixas são cativantes. O vocalista Johnny Quinn esbanja carisma e sua sintonia com uma galera bem nova que lotava a casa era visível. Por sinal a moçada pulava muito e o piso do King Tut’s vibrava, conferindo uma sensação bacana de euforia indie inesquecível. Que garotada fashion/rock&roll incrível, cheia de fibra e que deve estar sentindo muita falta de um show daqueles.


Foto: Vitor Diniz

Johnny parece seguir a melhor escola do rock inglês e sua grande postura de palco remete a icônicos vocalistas como Jarvis Cocker, Brett Anderson e principalmente Morrisey! Em um determinado momento flores foram atiradas do palco. Já da guitarra do ótimo Andy Power saem riffs com ”sabor” de John Squire e Johnny Marr. E as já citadas linhas de baixo? Sean McLachlan é um arraso com seu instrumento, muito talentoso assim como Louis O’ Reilly na bateria. E como deve ser, assim que encerraram o último acorde da apresentação, desceram do palco e correram para a lojinha da banda. Deram autógrafos, tiraram fotos com seus fãs e ainda assinaram o vinil de um certo jornalista brasileiro. Não é toa que o King Tut’s é um espaço cultuado do rock mundial.
 

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Rock&Roll Star

12 de dezembro de 2019

Liam Gallagher contagia fãs com dois grandes shows em Dublin

Por Vitor Diniz – Fotos : Bernardo Valle

Provavelmente, foram poucas as vezes em que um artista esteve em tanta conexão com seu público como Liam Gallagher  em seus dois shows em Dublin, durante sua atual turnê. O ex-vocalista do Oasis se apresentou na 3 Arena e, tanto no sábado, quanto no domingo, levou os oasismaníacos ao delírio. Uma galera toda bacana que desfilava com chapéus estilo Reni do Stone Roses, que a grife Pretty Green, do próprio Liam, resgatou.

Liam Gallagher, que está lançando o ótimo Why Me? Why Not, mostrou que está super em forma e foi o mentor de uma gigantesca festa rock na arena irlandesa. Sua voz ganhou fortemente toda a mega casa em ”Rock&Roll Star”, clássico do Oasis, que abriu as duas noites. Logo em seguida, veio ”Halo”, que está em seu novo álbum e que o Popmix já destacou como a música do ano. Liam, nessa faixa, ainda fez uma graça extra tocando uma flautinha, com a cabeça jogada para trás e apontando o instrumento para o alto. Muito cool! Ele fez o ritual nas duas noites. ”Shockwave” e ”Be Still” foram outras do novo disco que funcionaram bem demais em Dublin. Já ”Lyla”, lançada pelo Oasis em 2005, e que colocou a galera para pular muito no sábado, ficou de fora no domingo, mas ”Standy By Me”, outro clássico do Oasis, que não rolou na primeira noite, empolgou a todos na segunda. Paul ”Bonehead” Arthurs, que fez parte da formação original do combo dos irmãos Gallagher, marcou uma presença bonita, com sua guitarra em números do lendário grupo de Manchester.

Tudo muito emocionante, tudo muito do tipo There and Then (manja aquele histórico DVD?), pois ver um Gallagher ao vivo é sempre sensacional, ainda mais com a pilha legal que a plateia botava.

Hits do Oasis

Liam Gallagher mostra a cada dia, que, assim como o brother Noel, está mandando muitíssimo bem em sua carreira solo. Os fãs do Oasis, que tanto sonham com uma volta da banda, ”jogaram junto” com ele em Dublin, na força de seu carisma, e foram guiados por sua contagiante e inconfundível voz. O cantor inglês esteve super bem acompanhado com uma grande banda no palco(incluindo uma participação de seu filho Gene). Liam voltou  duas vezes para um encerramento maravilhoso com cinco faixas do Oasis. Isso aconteceu na verdade nas duas noites, com destaque para ”Roll With It”, no sábado, e ”Cigarettes& Alcohol” no domingo. Nesta oportunidade, ele cantou na reta final com o capuz de sua parca na cabeça e

parecia estar cada vez mais perto de seus fãs, naquela noite de domingo. Ali pulavam e confraternizavam, felizes da vida, representantes de ao menos três gerações de adoradores de uma das bandas mais cultuadas da história. A poderosa balada ”Once”, que também está em de Why Me? Why Not, deixou uma arena lotada cantando sua letra nos dois shows em Dublin, compondo um cenário e tanto, mais ou menos na metade do show.

A moçada do Twisted Wheel e o darling Miles Kane fizeram ótimos shows de abertura. E antes de Liam Gallagher pisar no palco, o som da casa mandava números de lendas como Slade, Thin Lizzy, The Jam  e Stone Roses. Toda essa atmosfera muito incrível, fomentou o lindo frenesi pop causado pelos irlandeses. Eles fizeram tudo para estar perto de Liam Gallagher. Na volta para a casa, a festa seguiu bonita, com os fãs cantando temas como ”Live Forver” dentro do Luas, o sistema de transporte público de Dublin. Dois concertaços de rock que vão ficar na memória.

Links relacionados:

+ Confira mais sobre os shows de Liam Gallagher em Dublin em nosso Instagram!

+ Liam Gallagher e seu ótimo novo disco

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Arctic Monkeys ao vivo!

5 de abril de 2019

 

Ingleses fazem grande show no Rio e serão atração do Lollapalooza em São Paulo

Por Vitor Diniz

O Arctic Monkeys fez um dos grandes shows de rock dos últimos tempos no Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira(3).  A animação total de uma galera bacana e interessada, que lotou a Arena Jeunesse, não me deixa mentir. Os fãs, que pareciam estar numa proporção tipo quatro a cada cinco deles com uma camiseta do grupo  de Sheffield, pulavam e cantavam mui-to e faziam um lindo espetáculo pop, comandados pela banda que parecia ser a do coração de quase todos que estavam ali. Tal interação entre os britânicos e seu público nos fazia lembrar dos grandes concertos da cultura rock, que já vimos ao vivo, ou em dvd, ou até nos faziam pensar naquele vinil duplo no melhor estilo In Concert de tantas bandas que crescemos ouvindo.

Algo que também tornou o show ainda mais vigoroso e que sempre impressiona no Arctic Monkeys ao vivo, é o quanto punk se torna o grupo, em especial a voz de Alex Turner. Sim, com todo aquele acento britânico que quem ama Rock&Roll sabe o quanto pode dar graça extra a um petardo sonoro. “Do I Wanna Know?” foi a primeira da noite reforçando essa tese. Mesmo com seu último trabalho, o calminho e belo Tranquility Base Hotel & Casino, ”na mão’’, o  grupo preferiu iniciar o show com faixas mais pulsantes de seus  álbuns anteriores e foi acionando o último disco paulatinamente. Mas algumas das lindas canções de Tranquility Base Hotel & Casino ficaram bem legais no Rio. “Four Out of Five’’, por exemplo, é maravilhosa no disco e assim também foi no palco carioca, com Turner e seu dress code impecavelmente  dândi , cantando em pé e se movimentando e depois se sentando ao seu órgão. Um luxo só!

Se por um lado o vocalista é punk quando precisa, ele também segue por vezes em outra direção e evoca um estilo mais lírico. Como sempre, é legal lembrar, se Turner tem esse lado crooner, que tanto o caracteriza, ele, provavelmente, teve em sua cidade natal grandes exemplos desta onda.

Lembremos que também são de Sheffield geniais cantores do pop britânico, como Jarvis Cocker, do Pulp e Richard Hawley. Este, por sua vez ao lado dos Arctic Monkeys, gravou em 2012 a sensacional faixa ‘’You And I’’.

E atenção, se você gosta  do Arctic Monkeys, corra atrás de tudo que o Little Man Tate lançou. Se trata de outra ótima banda de Sheffield, que infelizmente parece mesmo ter desencanado do mundo indie.

Dancing Shoes

O Arctic Monkeys no Rio demonstrou ser uma banda cascuda nos palcos, com vasta experiência e quem for ao Lollapalooza nesta sexta-feira, em São Paulo, vai poder ao que tudo indica conferir um grande show. No Rio, “Dancing Shoes”, foi uma das melhores que Turner mandou, ao lado de seus ótimos parceiros de banda.

Curioso também ao ver como os caras foram aclamados no Rio, é pensar em seu começo, em 2005 ou 2006, com os então meninos do Arctic Monkeys, com um  jeitão cool de cabelos moptop e jaquetas Adidas, começando a ganhar preciosos espaços na mídia do UK.

Esse show no Rio superou o de 2014 realizado na mesma Arena, e foi melhor do que o apresentado também por eles no Tim Festival, em São Paulo, em 2007. Agora é torcer para que, se houver um próximo rolê do The Last Shadow Puppets, Alex Turner se anime e pinte no Brasil ao lado de Miles Kane. Parceiro de Turner neste projeto. Kane é outro grande nome do atual rock inglês! Quem chegou mais cedo ao show do Arctic Monkeys teve a felicidade de conferir a atuação inspirada do  sempre criativo grupo o Terno. E a loja com os produtos do Arctic Monkeys se estava repleta antes da apresentação , depois do show ficou ainda mais disputada. Além de camisas e vários itens do grupo, LPs, CDs e fitas cassetes só aumentavam o belo cenário pop.

 

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Sir McCartney

2 de abril de 2019

       Mais uma vez Paul  empolga plateia e ratifica condição de ícone do rock

 

Ver Paul McCartney é algo muito positivo e muito impactante. O homem que formou, ao lado de John Lennon, a dupla mais importante da cultura pop, segue relevante lançando ótimos discos e lotando estádios e isso não é para qualquer um. O músico britânico que se apresentou em Curitiba, no último sábado e fez dois shows dias antes em São Paulo, consegue levar seus fãs ao delírio com extrema classe.

        No show de quarta-feira, dia 27 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo, por exemplo era fácil ver a todo momento pessoas de várias  idades emocionadas na pista.  Impossível não lembrar da primeira vez em que vi, aos dezenove anos,  um show do Macca, e estou me referindo ao histórico concerto do Maracanã em 1990, em que testemunhei Paul e Linda juntos em ação. Agora ele já veio outras vezes ao Brasil. E eu pude ver um dos meus grandes ídolos um punhado de vezes no palco, mas ainda assim o cara que escreveu hinos  como ‘’Hey Jude’’ e ‘’ Let It Be’’, vai sempre empolgar as  nossas almas.  A emoção ao ver de perto um personagem tão importante  é algo sempre mágico. Esbanjando carisma e se comunicando com seu português super em cima, o músico inglês também mandou muito bem ao piano e músicas sensacionais da fase Wings, como ”Nineteen Hundred and Eighty-Five” com sua  marcante introdução e ”Let’Em In”,  foram  tocadas e cantadas de forma impecável.

                    A história de perto  

A turnê Freshen Up vai direto ao ponto e faz, em cerca de duas horas e meia de show, um raio X bacana da trajetória de Sir Paul McCartney, desde sua fase com o The Quarrymen , olhando, é claro, para os  Beatles e sabendo também buscar bem o que Paul fez desde que a maior banda de todos os tempos se dissolveu em 1970 até hoje. O álbum Egypt Station  é muito bom e como suas músicas soaram bem ao vivo em São Paulo. ‘’Come On To Me’’,  cheia de acento roqueiro foi uma das grandes faixas lançadas em 2019. ‘’Fuh You’’ também ficou redonda demais  com seu clipe no telão reforçando um clima cool e meio Merseyside, que norteou todo o lindíssimo show. Já a dançante ”Back in Brazil” rolou no primeiro show paulistano e em Curitiba. O público dos mais atentos e interessados fez bonito e se esbaldou com sua adoração aos Beatles e a James Paul McCartney, que, aos 76 anos, está super à vontade no palco, ao lado da sua competente e entrosadona banda que contou com metais certeiros e tudo.

       Ver Paul ao vivo é ver uma mãe levando seus  filhos para ver a história de perto e consequentemente chorarem e cantarem  juntos e abraçados em ‘’Something’’. Neste clássico gigantesco dos Beatles, Paul lembrou de George Harrison, a fina assinatura da faixa e fez com que o estádio do Palmeiras inteiro cantasse com ele. John também foi lembrado na  balada ‘’Here Today’’, que Paul lançou em 1982 no disco Tug of War.
     Um espetáculo que teve antes do genial Macca pisar no palco, um aquecimento daqueles para a galera. Imagens de Paul, John, George e Ringo no telão e uma discotecagem Beatles nota dez deixaram tudo pronto para mais um grande concerto de Paul McCartney no Brasil.
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Morrissey bem perto

1 de dezembro de 2018

Cantor inglês contagia seus fãs no Rio e se apresenta no domingo em São Paulo

 

Por Vitor Diniz

Fotos: Sérgio Sieberer

Vídeos impagáveis rolando no telão aqueciam o clima para o show de Morrissey, na noite dessa sexta-feira (30 de novembro), no Rio de Janeiro. Um dos últimos clipes a pintar foi o de ‘’Rebel Rebel’’, clássico  de David Bowie, que deixou a atmosfera perfeita para a apresentação do ex-vocalista do The Smiths, na Fundição Progresso.

        Pouco tempo depois, sem atraso, surgia em cena o cantor inglês, que é o dono de uma das vozes mais marcantes de toda a cultura pop. O músico de 59 anos começou a noite mandando ‘’William, It Was Really Nothing’’.
        A música abre curiosamente um disco dos Smiths, que pode ter sido a porta de entrada da obra da banda para muitos brasileiros, Hatful Of Hollow, lançado em 1984 pela Rough Trade. O álbum saiu no Brasil e foi o primeiro vinil do lendário grupo de Manchester a pintar em festinhas, vitrines de lojas de discos e nas mãos de toda uma geração de amantes  de rock por aqui.
       Claro, o primeiro disco deles auto-intitulado também acabou, saiu no mercado brasileiro, assim como seus  demais trabalhos, mas o famoso disco de capa azul, que trazia uma compilação de performances  dos Smiths, era inicialmente mais comum no Brasil. O disco tinha singles e  até faixas gravadas no programa do mestre John Peel, na BBC.
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      Morrissey esticava os braços
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Mas, voltando ao Rio de 2018, Morrissey que se apresentou na cidade  pela quarta vez,  nos ofereceu na Lapa uma atuação grandiosa, passeando atentamente por toda a sua discografia. De seu último álbum, Low In The High School, Morrissey mandou algumas faixas com destaque  total para ‘’I Wish You Lonely’’, e, principamente ‘’Spent The Day In Bed’’. Essa então, com  uma interpretação ainda mais inspirada do ex-parceiro de Johnn Marr.  Morrissey  fez questão de estar também nos cantos do palco para ficar bem perto de todos. Esticava os braços para cumprimentar a galera. E, no melhor estilo crooner de luxo, demonstrou toda a grandeza e noção de palco de um ícone pop. Seus fãs no Rio também esticavam, nas primeiras filas, empolgadamente, seus braços para ter contato com o ídolo. Teve até  um fã que deu a sorte de ter no meio do show seu LP autografado por Morrissey . Era uma cópia de Viva Hate, primeiro registro solo dele e que data de 1988. Neste disco, você encontra hits como ‘’Suedehead’’,  que ele não cantou aqui e também “Everyday Is Like Sunday’’. Essa sim, foi acionada, e causou reações lindas na Fundição Progresso. Depois dela, Moz fechou a noite com ‘’First Of The Gang To Die’’.
          Antes de deixar o palco e voltar para estas duas músicas finais, Morrissey, que esbanjou senso fashion ao longo da noite,  rasgou sua camisa e jogou a  mesma para seus fãs .
          Por falar em camisas, a lojinha com itens do artista
, que já estava com uma boa fila antes do concerto, com a festejada atuação do britânico acabou lotando de vez no final do espetáculo..
Dizer qual foi o melhor momento de Morrissey no Rio não é uma tarefa fácil, já que ele entregou ao público carioca um ótimo show com sua azeitada banda, mas além da já citada ‘’Spent The Day Bed’’, dois clássicos da década de oitenta tiveram um sabor especial: ‘’How Soon Is Now’’, que conhecemos no importantíssimo vinil de capa azul mencionado acima e ‘’Back On The Chain Gang’’. Essa, por sua vez, um mega hit dos Pretenders, que Morrissey regravou agora em um single. O vinil transparente de 7 polegadas se tornou uma  peça do tipo “tem que ter’’ do momento, no universo indie inglês especialmente.
          E neste domingo, em São Paulo, a festa com Morrissey no Brasil será no Espaço das Américas.
 
 
 
 
 

The Queen Is Dead-Disco fundamental dos Smiths completa trinta anos

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Noite de Gallagher

13 de novembro de 2018

Com sua grande banda Noel Gallagher faz lindo show em Belo Horizonte

 

No dia 20 de março de 1998, eu vi Noel Gallagher tocar pela primeira vez de perto.  Já se vão vinte anos daquela histórica noite no Metropolitan, no Rio de Janeiro, em que testemunhei  o Oasis em ação. O grupo de Manchester debutava em solo brasileiro com aquele show e, no dia seguinte, lá estava eu vendo Noel, seu irmão Liam e cia no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Entre março de 1998 e agora tivemos outros vários ”encontros” . Neste sábado, 10 de novembro, em Belo Horizonte, pude novamente ver de perto mais uma performance de Noel. Mais uma vez com seu projeto Noel Gallagher´s  High  Flying Birds . Algo marcante nesta  apresentação que Noel fez na capital mineira, foi ver justamente na plateia, que por sua vez deu um show à parte, pessoas que sequer haviam nascido quando  ”Whatever”, por exemplo, foi lançada, se emocionarem com a música que foi uma das melhores em Minas.  O concerto realizado , no KM Hall, em BH, foi  um dos mais abrangentes e coesos e nos entregou um músico gigantesco em ação.  O inglês, de 51 anos e genial ícone da geração Britpop, colocou no palco  uma síntese perfeita de sua carreira, com sua luxuosa banda brilhando a seu lado. Noel começou a noite enfileirando as quatro primeiras faixas de seu obrigatório terceiro álbum solo Who Built The Moon?, de 2017. E essa sequência inicial mostrou como ele conseguiu fazer um disco com um conceito belíssimo e teve o mérito de levar essa onda toda  para o palco. Tudo com sua típica assinatura , que tanto moldou o rock bretão das últimas décadas.

Idolatria Britpop

Logo na entrada da casa de shows, na região da Savassi, era nítido ver o quanto o Oasis foi marcante para várias gerações, com um desfile de espertas camisetas e jaquetas. Os fãs vestiam orgulhosos peças da lendária banda que se dissolveu em 2009, de Noel Gallagher’s High Flying Birds e da  impecável grife Pretty Green, de Liam.  E muita gente envergava, como é tradição nos shows dos irmãos Gallagher, camisas do time do coração dos caras – o Manchester City. Ao longo deste que foi um grande concerto, a idolatria foi se confirmando. Pessoas de todas as idades, cantando a plenos pulmões e erguendo os braços, felizes da vida, davam um tom ainda mais mágico à noite da sempre receptiva capital mineira. E  ali, como maestro pop, estava encantando essa maravilhosa plateia, o maior compositor do rock dos últimos vinte anos. A reação provocada por músicas como ‘’Little by Little’’, ‘’Whatever’’, ‘’Wonderwall’’ e ‘’Dont Look Back in Anger’’, apenas reforçaram essa tese. A atmosfera criada por Noel para seu álbum estava no palco, refletida por ele e sua classuda banda, cheia de detalhes bacanas que empolgavam os fãs mais atentos. Tudo certo e sob os cuidados do chef Noel.  E como pedem sempre em seus shows a clássica ‘’Live Forever’’, ele ”rolou a bola” para a massa cantar. Foi lindo, e assim como a emblemática ‘’Supersonic’’, também de forma acústica, gerou um clima muito legal na casa. Já “Dream On”, foi uma das mais marcantes performances que já pude ver de Noel Gallagher. Primorosa! Na sofisticada ”Right Stuff,”  Gallagher fez um dueto bonito  com a ótima cantora Ysee , que foi aclamada por todos. Ali, dando ainda um charme maior a tudo com sua guitarra certeira, estava Gem Ascher, que liderou o  grupo inglês Heavy Stereo e que tocou no Oasis e no Beady Eye, de Liam Gallagher. Para fechar uma noite destas, Noel, em mais uma de suas boas ideias, mandou com toda sua trupe no palco ‘’All   You Need Is Love”, dos Beatles. Mais clássico que isso impossível!

 

 

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O Festival na TV

17 de outubro de 2018

Assista a cobertura do Festival Imaginário !

Em mais uma edição, o  Festival Imaginário ofereceu ótimas bandas da cena independente para o público em Nova Friburgo. The Outs, Hell Oh! e Oruã estão  entre as bandas entrevistadas nessa primeira parte da cobertura do festival, que já contou com Carne Doce em uma edição anterior, realizada em Niterói. Além dos nomes mencionados, outros promissores grupos estão neste programa, que teve a produção do canal Move (Montagna Filmes) e foi exibido pela TV Zoom.

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Radiohead ao vivo!

21 de abril de 2018

Grupo inglês faz show emocionante no Rio e toca em SP nesse domingo.

 

Radiohead Sergio

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Texto: Vitor Diniz \ Foto: Sérgio Sieberer
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Um dos grandes shows no  Brasil em 2018! Mesmo ainda estando no mês quatro, é possível mandar essa afirmação,  pois foi muito complexo tudo o que a  inventiva banda britânica Radiohead ofereceu ao público do Rio de Janeiro, nessa sexta-feira (20 de abril).
O combo do cantor e ícone indie Thom York lotou a Arena Jeunesse  e mostrou com total categoria porque é tão cultuado em todo o planeta. Um concertaço que apontou para tantas vertentes da música pop. O Soundshearts Festival além do Radiohead, ainda contou com shows de Junun e Flying Lotus. A etapa paulistana terá um show a mais no caso com  o  Aldo, The Band.
Em noite inspirada, uma adorada instituição da cultura britânica, que surgiu em Oxford, disparava faixas das mais diferentes searas, com as mais diversas fórmulas. O palco, com sua concepção especial, meio numa onda, a fantástica fábrica de música trazia ainda duas baterias e tudo seguia lindamente em sintonia com um telão todo modernoso. Algo com a cara do Radiohead mesmo.
”Idioteque”, por exemplo, fez com que quase todos pulassem como num saboroso show de acento punk, mas começa por sua vez  com  ”links” eletrônicos. Sempre na  frente, essa  continua sendo a impressão que o Radiohead nos deixa, ao ver o grupo no palco. Com um set-list zero clichê, eles fizeram bonito na noite do Rio, sem esbarrar em obviedades. Seguiram olhando para   seu último e  ótimo disco, A Moon Shaped Pool, que data de 2016, mas dialogaram com muitas fases de sua carreira também.
 Thom Yorke estava como sempre, super cool, dos belos pares de tênis  até a cabeça que mexia muito por sinal. E os braços então, quando não empunhavam uma guitarra, violão, uma panderola ou estavam no piano, podiam fazer gestos que nos remetessem a Ian Curtis, do lendário Joy Division.
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                             Atmosfera Envolvente
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 A emoção de ver outra vez o Radiohead de perto ficou nítida com a reação da plateia maravilhosa, que era das mais interessadas e atentas. Assim como em 2009, na Praça da Apoteose(leia a matéria do Popmix sobre o show de 2009 no link relacionado), as músicas do disco In Rainbons, de 2007,  cresceram ao vivo e entregaram que o álbum merece ter status ainda maior. Um disco sensacional!
Na época, como era o trabalho da vez, In Rainbows  foi mais acionado.
Mas de fato os números do seminal OK Computer parecem agradar ainda mais. Esse álbum de 1997 que sem dúvida conta também com o carimbo de sensacional, parece ser o disco do coração de muitos que amam a cultura pop em geral, e suas faixas tiveram uma magia extra no show . ”Paranoid Android”, ao vivo se torna ainda melhor  e  levou com sua atmosfera envolvente toda a Arena  em seu  embalo. Para coroar uma  atuação incrível, ”Karma Police” fechou a noite e depois que os ingleses saíram do palco a galera continuou cantando um trecho de sua letra.
Lindo espetáculo! O Radiohead, que vai se apresentar neste domingo no Allianz Parque na capital paulista, deixou claro que sua obra,  é algo muito sério mesmo!
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Badly Drawn Boy na Irlanda

3 de agosto de 2017

Cantor inglês inclui cover do Stone Roses em show em Galway

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Para quem aprecia boas melodias nada melhor do que ver um velho conhecido da cultura indie tocando seus clássicos de forma bem intimista. O cantor e compositor inglês Badly Drawn Boy se apresentou dentro do Festival Internacional de Arte de Galway na Irlanda, e desfilou na noite deste sábado, suas pegajosas pop songs no palco do Mooroe’s Live. O ótimo lugar que é um mix de Pub e casa de shows tipo o Barfly em Londres ou o The Social em Orlando , contou com um público atento e tambem adulto digamos. No palco apenas o homem que escreveu faixas como, ‘’Something To The About ‘’ e ‘’Silent Sigh ‘’, famosas mundialmente graças ao delicioso filme Um Grande Garoto, baseado na obra do também ultra inglês Nick Hornby. Badly Drawn Boy começou sua performace no violão no melhor estilo singer-songwriter. Depois empunhou uma guitarra e fez efeitos marcantes em, ‘’ Once Around The Block ‘’, para ainda usar um teclado que o esperava no fundo do palco. Desde de 2010 que eu  não via um show de Badly Drawn Boy, quando ele tocou dentro da mega loja da Rough Trade em Londres . Naquela oportunidade ele lançava o disco It’s What I’m Thinking (Part One: Photographing Snowflakes). Mas neste show em Galway, ele nos ofereceu também uma bela performance e no final entregou uma surpresa muito especial a todos. Quando já parecia deixar o palco, o inglês resolveu fechar a noite com uma versão inesquecível de ‘’I Wanna Be Adored’’, de uns certos heróis de Manchester chamados Stone Roses. A galera A-do-rou!. Tal encerramento fez com que todos saíssem ainda mais satisfeitos pelas ruas charmosas da região central da quarta maior cidade da Irlanda.

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PIL na Flórida

11 de novembro de 2015

Moradora de Orlando conta como foi ver John Lydon&Cia.

A colaboradora do Popmix nos Estados Unidos, Silvia do Valle, foi conferir, no último sábado, dia 8 de novembro, o aclamado grupo inglês PIL (Public Image Ltd.), que se apresentou no The Plaza Live, em Orlando.

”Estava rolando um reggae legal, baixinho no fundo, antes do show que atrasou, mas quando eles subiram ao palco, John comprimentou os presentes e conversou antes de tocarem a primeira música. Depois, ao longo do espetáculo, ele reclamou um pouco sobre o som, se queixando de uma eventual reverberação. Nada demais, ele foi educadíssimo durante a noite”.

John, a quem Silvia se refere, é o lendário John Lydon, do Sex Pistols. O vocalista, que depois fundou o PIL, tem muita história para contar e, em 2015, com sua banda, lançou o álbum What The World Needs Now.

O grupo, que está em turnê pelos Estados Unidos, mostrou que também em Orlando conta com fãs em vários segmentos, como relata nossa amiga brasileira/americana, que fez também essas fotos legais para o Popmix.

”Tinha todo tipo de gente na plateia, isso foi bem legal. Tinha uma turma com ar meio gótico, tinha uns  arrumadinhos, também um pessoal mais jovem, mas predominantemente uma galera da minha geração entre 40 e 50 anos. Mesmo assim,  o espaço não chegava a estar lotado, mas o público estava em bom número, só que dava para dançar à vontade. Lydon parece estar se sentindo muito bem na America. Ele falou sobre a sua cidadania americana e quer voltar aqui” .

Em relação à oportunidade de ter visto o PIL ao vivo, ela avalia: ”Achei muito bom e superou todas as expectativas”, completa Silvia, que vive nos EUA desde 1990, mas que passou a apreciar o grupo graças à Fluminense FM, rádio que escutava direto no Rio de Janeiro da décade de 1980.

”Rise” cantada por todos

”Outro detalhe marcante foi sobre ”Rise”, a última da noite e a única música mesmo que todos pareciam conhecer e cantaram bem alto.”

A música é a segunda do Lado A, do disco Album lançado em 1986, por Lydon&cia. Silvia ainda tem sua cópia brasileira em vinil, comprada em uma loja do Rio. ”Rise” também ganhou ainda mais fama entre os brasileiros na voz de Renato Russo, no badalado Acústico, da Legião Urbana.

A médica veterinária, que na Universidade de Cornell, aumentou seus laços com a cultura rock graças a uma College Radio, lembrou do quanto o PIL influenciou muita gente: ”E até de bandas da atual cena eu às vezes me lembrava no show, como o Hot Chip, em algumas músicas que eles mandavam. Eu assisti o Hot Chip em julho, em um festival em Nova Iorque e fiquei com esta impressão”.

O PIL esteve no Brasil em 1987 e, na cidade natal da nossa correspondente da vez, o Rio de Janeiro, tocou no Canecão, em agosto daquele ano.

 

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