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Garotas do Rock

14 de abril de 2021

Banda de Belfast é uma das apostas da cena local. Conheça o Dea Matrona!

Por Vitor Diniz-Fotos : Divulgação Oficial  e  Orlaith Forsythe&Mollie McGinn

A Irlanda e a Irlanda do Norte vivem um momento altamente criativo em várias searas. Se na moda, estilistas como Emma Manley e Danielle Romeril atraem as antenas do mundo fashion para todo esse rolê irlandês, na música pop o mesmo está acontecendo, já que ótimos grupos não param de debutar nas lindas cidades das duas Irlandas, apesar do momento trágico que o planeta atravessa.
Em Dublin, na República da Irlanda, temos o fundamental Pillow Queens, os contagiantes The Murder Capital e Inhaler(do Elijah Hewson, filho de Bono Vox e irmão da Eve Hewson) e o aclamado Fontaines D.C entre outros nomes. Em Galway, também na Irlanda, onde está localizada uma das melhores casas de shows da Europa – o intimista e indie Róisín Dubh – surgiu o The Clockworks. O quarteto foi lançado pelo charmoso selo Creation 23 de Alan McGee, o manager que revelou o Oasis. Também em Galway, o NewDad começa a se destacar com seu dream pop. Já o som envolvente e a poesia punk de Sined O Brien fizeram uma ponte bacana com a moda inglesa, ao trabalhar com a fantástica Vivienne Westwood! Sined é de Limerick, cidade que fica a cerca de duas horas de carro de Dublin.
Agora chegou a vez das meninas do Dea Matrona mandarem o seu recado. Power Trio, no melhor estilo, que nos entrega muita competência e uma certa atmosfera psicodélica e vintage, o Dea Matrona representa a cena de Belfast na Irlanda do Norte e conta em sua formação com três garotas muito jovens que esbanjam senso fashion. As irmãs Mollie, de 21 anos (guitarra, baixo e voz) e Mamie McGinn, de 17 anos(bateria) e a amiga delas Orlaith Forsythe, de 20 anos(guitarra, baixo e voz) parecem tocar como veteranas, tamanha é a noção musical e estética do grupo. Parte dessa bagagem, elas ganharam tocando covers de seus ídolos nas ruas comerciais e movimentadas de Belfast.


Impossível não lembrar do maravilhoso The Strypes, que são de Cavan, também na Irlanda do Norte e que, quando surgiram em 2013, com o álbum Snapshot, chamaram atenção pela pouca idade de seus meninos, que usavam ternos impecáveis, blazers e jaquetas, apontando para uma onda um tanto mod certeira e também meio alternativa. Os Strypes, que por sua vez sempre olharam mais para o Rhythm&Blues, fizeram inclusive um belo show em São Paulo, no Cultura Inglesa Festival de 2015, no Memorial da América Latina.
E as badaladas meninas americanas do Haim? Você já pode ter pensado nelas, lendo algumas das linhas acima. Embora façam um som mais indie que o Dea Matrona, e já sejam consagradonas, o fato de Danielle Haim e suas irmãs terem surgido em 2013, com tão pouca idade, pode sim conferir uma conexão com as meninas de Belfast, sem falar que ambos os trios parecem curtir muito o Fleetwood Mac.

Camiseta assinada por Alana McDowell

O hype em torno do Dea Matrona é aquecido, principalmente, pelos fãs na internet e pela imprensa especializada local, que começa cada vez mais a olhar para a banda. Ouça ”Just Wanna Rock” e comprove o quanto o Dea Matrona é de fato empolgante. Elas fizeram bonito tocando essa faixa em uma atração da BBC Ulster.
Os vocais das garotas são primorosos, elas se alternam bem demais nas vozes, algo que acrescenta um frescor pop em suas músicas, sem perder a garageira que a pilha rock&roll delas pede.
As irmãs McGinn, vale lembrar, são de uma familia com raízes musicais em Belfast. Elas duas e a amiga Orlaith parecem ter, desde sempre, escutado discos seminais da cultura rock. No YouTube é fácil achar o Dea Matrona, arrasando em espertas covers de clássicos de Led Zeppelin, Cream, Beatles, Fleetwood Mac, Van Morrison, Black Sabbath, e The Runaways,( com certeza o título dessa matéria é uma alusão ao filme que retratou a carreira da banda de Joan Jett&Cia) .
Outro indicador do boom criativo que a Irlanda e a Irlanda do Norte atravessam, é a parceria da ilustradora de Belfast radicada em Londres, Alana McDowell com o Dea Matrona. Alana criou uma camiseta do grupo que estava sendo vendida por vinte libras no site www.deamatrona.co.uk , mas que já está esgotada. A pegada, ao mesmo tempo modernosa e retrô da linda camiseta, dialoga bem com a aura do grupo e com o clima do clipe da faixa ”Make You My Star”, de 2020 e que corresponde ao último single lançado pelo Dea Matrona. O trio tocou recentemente de forma sensacional  ”Make You My Star” no  The Late Late Show do canal RTÉ e a música se tornou o hit da vez no ITunes UK .( Assista ao vídeo abaixo através do canal oficial do programa The Late Late Show no YouTube)
O EP Away from the Tide, de 2019, com quatro faixas, está disponível em CD, e em todas as plataformas. E quem sabe se um disco das meninas não pinta em breve em LP? Seria a cara delas lançar um álbum em vinil, não é mesmo? E pensar que se não fosse essa terrível pandemia, elas estariam trabalhando ainda mais, tocando em vários palcos pelo Reino Unido e pela Irlanda e participando de muitos festivais .

Reino Unido&Irlanda | Popmix

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New York City

30 de março de 2021

Felipe Machado do Viper em mais um clipe imperdível.

Por Vitor Diniz/Foto Paulo Rocha

 

Felipe Machado, guitarrista do Viper, colocou no mercado um dos clipes mais bacanas de 2021.
“New York City”, que faz parte do álbum FMX: FMSolo Remixes, de 2020, (ForMusic Records), é uma parceria do músico, que é também escritor e jornalista, com Alex Souza e Fabio Ribeiro, do Remove Silence.
O videoclipe de ”New York City” é imperdível e traz a direção de Paulo Rocha (PROX) . O clipe nos conduz a um rolê por uma das mais apaixonantes cidades do planeta.

O paulistano Felipe Machado já gravou outros vídeos com pegada semelhante.
O músico lançou FM Solo em 2015 (também pela ForMusic Records), um belo trabalho, que inspirou o disco com os remixes de 2020 e que contém grandes músicas como ”Someday” e ”Dark Angel” entre outras.
Em entrevista por e-mail ao Popmix, Felipe conta detalhes curiosos sobre ”New York City” .
Nos links abaixo, além do clipe, temos ainda um video de Felipe Machado participando do Popmix, em 2005, pela TV Millenium de São Paulo.

1- Como surgiu essa parceria tão bacana da faixa New York City com o Alex Souza e com o Fabio Ribeiro, da Remove Silence ?

O projeto do álbum “FMX: FMSolo Remixes” começou com o produtor Paulo Rocha (PROX), que me convidou para tocar guitarra em uma apresentação ao vivo em que ele seria DJ. Durante um ensaio no estúdio dele, ao vê-lo trabalhando, tive a ideia de enviar uma faixa do meu álbum solo para ele fazer uma releitura. A música “Someday” ficou tão legal que pensei: e se eu fizesse isso com todas as faixas do disco? Mas daí pensei que seria legal se fossem vários estilos de música eletrônica, até para ficar algo mais variado. Comecei a lembrar dos amigos que trabalhavam com música eletrônica e logo veio uma lista grande na cabeça. O Alê e o Fábio, do Remove Silence, são caras que conheço há algum tempo e com quem eu sempre quis trabalhar. Cheguei a tocar com o Fábio no projeto VIPER & Guests, porque ele tocou teclado muito tempo com Andre Matos. Convidei e eles toparam. Um coisa curiosa da música “New York City” é que o remix foi lançado antes mesmo da versão original. Escrevi a canção em Nova York em 2018, quando passei uma temporada lá, mas ela era mais rock. Essa versão estará no meu segundo disco solo, que acabou ficando atrasado com a pandemia. A versão do Remove Silence ficou tão boa que resolvi lançar ela antes mesmo, junto com as outras do “FMX”.

2-Depois desse clipe dedicado a Nova Iorque, pretende fazer outro no embalo do álbum FMX: FMSolo Remixes? Qual seria o próximo?

Fiz dois clipes antes de “New York City”. O primeiro foi “Someday”, editado pelo Paulo Rocha (PROX), que também produziu três remixes no álbum “FMX”. Ele usou imagens do clipe original de “Someday”, que fiz em Valle Nevado, no Chile, e acrescentou algumas imagens dele tocando. O segundo foi “Tourist”, que ele também editou usando imagens do video original, que também gravei no exterior, em New Orleans. E daí acrescentamos imagens do Mario Fischetti, que assina o remix, tocando em Portugal. Ou seja: antes de “New York City”, os clipes seguem o mesmo estilo do “FMX”, ou seja, são praticamente remixes visuais de outros clipes (rs). O próximo será “Unnatural Feelings”, que vou trabalhar novamente com o Paulo Rocha. Tivemos uma boa sintonia, é um cara muito talentoso que transita bem pelo mundo da música e do vídeo. Em breve vamos tentar montar um show para apresentar o FMX ao vivo, quando for possível.

3-Na sua opinião, qual a banda de Nova Iorque que tem mais a cara da cidade?

Sempre que penso em Nova York me vem à cabeça aquela geração do Velvet Underground e do Lou Reed. Tive a oportunidade de entrevistar o Lou Reed uma vez, foi uma experiência bem legal porque sou muito fã, embora ele tenha sido um pouco grosseiro. (rs) É engraçado que minha inspiração para “New York City” foi um show que vi lá da banda Everything Everything, que é britânica. Sempre gostei mais das bandas inglesas, mas hoje em dia tenho ouvido muito o disco novo do Strokes, que acho que é a cara de Nova York. Acho que, mais que uma banda, o que me inspira em Nova York é o clima cosmopolita da cidade, uma espécie de capital do planeta. É o meu lugar favorito no mundo – não vejo a hora de voltar quando for possível.

Pop Mix entrevista Felipe Machado (2005)

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Belle&Sebastian. Um ícone da cultura indie !

7 de março de 2021

Banda lança disco ao vivo e clipe emocionante com seus fãs

Mais uma vez esse sensacional grupo de Glasgow, chamado Belle&Sebastian, nos entrega um disco envolvente e empolgante do começo até seu último acorde. A banda de Stuart Murdoch, Sarah Martin e cia lança um vinil maravilhoso duplo e ao vivo. What To Look For In Summer (Matador Records) traz vinte e duas faixas registradas em shows que os escoceses realizaram em alguns palcos pelo mundo em 2019. Rolam até músicas gravadas em um navio durante um cruzeiro pop. Estão aqui compilados naquela pegada In Concert,  alguns números que tanto encantaram os sentimentos indies. ”Dog on Wheels”  nos seduziu fortemente quando foi lançada em 1997, e está incrível nesse disco. O mesmo acontece com ”Step Into My Ofice , Baby” .  No entanto, a grande sacada desse lançamento está relacionada à faixa que leva o nome da banda. A música “Belle& Sebastian” ganhou um clipe no embalo desse disco . Essa iniciativa é algo que define bem o quanto o combo de Glasgow é querido por seus seus fãs. O emocionante vídeo faz uma espécie de um contagiante crossover de imagens lindas de seus fãs, cantando e dançando, em diversos lugares e sem nenhum tipo de aglomeração. O clipe, lançado no YouTube, no canal oficial do grupo, que um dia teve a musa indie Isobel Campbell em sua formação, reforça a tese de que o Bele&Sebastian é uma banda única, daquelas que você ama a sua obra , e que paralelamente, sente vontade de ser amigo de seus integrantes. Quem presenciou os antológicos shows da banda no Tim Festival, em São Paulo e no Rio de Janeiro no ano de 2001, provavelmente fará coro comigo.  Vale lembrar, que no Brasil eles contam com uma admiradora ilustre, a cantora Anitta que parece gostar em especial do disco The Life Pursuit , de 2006. Stuart, também usando o Twitter ressaltou o fato dele e de seus colegas de grupo serem fãs da brasileira e até sugeriu uma parceria com ela. No mesmo ano de 2006, em que The Life Pursuit chegou às lojas, o Belle&Sebastian lançou um compacto em vinil , cantando em português!  A escolhida foi ”Casaco Marrom”,  uma cover lindíssima da faixa da cantora Evinha do Trio Esperança.

 

Um discaço !

Mas voltando a What To Look For In Summer, que é um discaço , e que até chegaria perto da perfeição, caso tivesse entre suas joias, a incrível ”Lazy Line Painter Jane”, que marcou em 1997 a dobradinha da banda com a ótima cantora Monica Queen. Monica é dona de uma das vozes mais marcantes da Escócia.
Além do obrigatório e recém lançado What To Look For In Summer,  quem acompanha  o Belle&Sebastian também ficou bem ligado na luxuosa caixa Jeepster Singles, que estava tipo Sold Out total em Glasgow, quando o Popmix visitou a cidade em dezembro de 2019. Agora ela reaparece na loja do site da Gravadora Matador Records. Depois de ter surgido a mais de duas décadas em Grasgow , o Belle&Sebastian segue sendo um dos grandes ícones da cultura indie!

 

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Reino Unido&Irlanda

12 de fevereiro de 2021

A cultura pop e suas listas de discos!

Em tempo! Olhamos para o mercado dos álbuns de 2020 no Reino Unido e na Irlanda e escolhemos os dez melhores discos de uma das mais importantes cenas do planeta . Destaque para os discaços do The Moons e de Paul McCartney e para a banda Pillow Queens de Dublin , que debutou mandando muito bem!

10 – Laura Marling/Song For Your Daughter

 

9 – Fontaines D.C./ A Hero’s Death

 

8 – Stone Foundation/Is Love Enough?

 

7 – The Cribs/Night Network

 

6 – Autre Monde/The Imaginary Museum 

 

5 – Pillow Queens/In Waiting

 

4 – Paul Weller/On Sunset

 

3 – Isobel Campbell/There Is No Other…

 

2 – Paul McCartney/ McCartney III

 

1 – The Moons / Pocket Melodies

 

Confira os melhores discos de 2019!

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Born In The U.S.A.

6 de fevereiro de 2021

Dez álbuns americanos !

A convite do Popmix, o jornalista Rodrigo Bastos Sant’Ana escolheu,  os seus dez álbuns favoritos da cena dos Estados Unidos em 2020. Confira a lista !

10 – Perdida – Stone Temple Pilots

9 – El Dorado – Marcus King

8 – Always Tomorrow – Best Coast

7 – Good Souls Better Angels – Lucinda Williams

6 – Axiom – Christian Scott aTunde Adjuah

5 – Rough and Rowdy Ways – Bob Dylan

4 – Gigaton – Pearl Jam

3 – Bless Your Heart – The Allman Betts Band

 

2 – Good Luck With Whatever – Dawes

1 – Royal Tea – Joe Bonamassa

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+McCartney é McCartney

17 de janeiro de 2021

Disco lançado pelo ex-beatle é um dos melhores dos últimos anos

Aos 78 anos, Sir Paul McCartney colocou em dezembro no mercado um dos melhores discos de 2020. McCartney III  está estouradaço com todos os méritos nas paradas tanto inglesas quanto americanas. O disco, que ganhou edições lindonas e coloridas em vinil, está quase Sold Out. E tal fenômeno pop/mercadológico ocorre em lojas de vários lugares diferentes, da Rough Trade a Third Man de Jack White!

Esse LP é uma espécie de “Têm que ter” da vez entre aqueles que não vivem sem música. McCartney III fecha a trilogia que o genial músico britânico iniciou em 1970 com McCartney e deu sequência em 1980 com McCartney II. Um disco lançado quando os Beatles se dissolveram e o outro quando seu Wings encerrou as atividades. E agora? Paul, durante a quarentena, gravou todos os instrumentos, praticamente fez tudo sozinho e no embalo do seu talento colossal registrou esse belíssimo disco, no melhor estilo “Do It Yourself”.

Um dos maiores melodistas da história

E aqui temos mais uma vez o eterno Macca com sua total facilidade para escrever grandes números. Ouça com atenção “Women and Wives”. A música é tão bonita que quase se ombreia a faixas da estirpe de “English Tea” e “Jenny Wren”, duas marcantes canções que Paul lançou  em 2005. Ambas estão no impecável disco Chaos And Creation In The Backyard.

Em McCartney III o ex-beatle faz um lindo rolê sonoro e flerta com várias vertentes do pop e do rock. E por falar nisso,  o mais delicioso ”chiclete pop” dos últimos tempos se chama ”Find My Way”. Um dos maiores melodistas da história nos oferece nessa música um irresistível hit, daqueles perfeitos para cantarmos juntos e que ratifica a importância da  grife McCartney, nota dez!

Atento sempre a tudo, Paul também acerta com maestria em cada detalhe dos mais de oito minutos de “Deep Deep Feeling”. Vocais precisos e uma conotação meio indie, meio experimental conferem a essa luxuosa faixa um clima muito peculiar.
E entre tantos outros momentos inspirados, para fechar o álbum temos “When Winter Comes”. Envolvente balada que está encantando a todos e que conta com um clipe lindo de se ver. McCartney III está então entre os melhores discos do pai da Stella? Aí fica complicado, pois se trata de um gigante do rock que lançou seminais álbuns como Band On The Run e Ram por exemplo.

Mas com certeza esse trabalho consegue superar seu antecessor, o bom Egypt Station de 2018 e fica confortavelmente na rica discografia deste que é um dos mais relevantes e influentes músicos de todos os tempos.

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Se liga no Spinn!

2 de agosto de 2020

Foto oficial: Facebook Spinn

Banda de Liverpool lança mais um single e faz bonito!

Por: Vitor Diniz

Ao lado de nomes como o da cantora Jade Bird e do Sports Team, o Spinn é, sem dúvida, uma das grandes apostas da nova geração britânica. O super jovem quarteto de Liverpool representa a cena da cidade dos Beatles e do campeão inglês de futebol com muita categoria e com um senso pop dos mais apurados.
Essa irresistível banda, que o Popmix conferiu ao vivo no final de 2019, no King Tut’s, em Glasgow, lançou recentemente mais um single pra lá de empolgante. “Stuck On A Feeling”, com suas contundentes linhas de baixo, é daquelas músicas que mostram que o Spinn veio mesmo para ficar. Com seu grudento, irresistível e autointitulado disco de estreia, lançado em 2019 pelo selo Modern Sky UK e que conta com onze faixas, o grupo conquistou fãs no Reino Unido e no Japão, entre outras praças. “Believe It Or Not” ,que abre o álbum, é uma jóia pop. Com jeitão de hit mundial, a toda sedutora “Believe It Or Not” é uma das músicas mais dançantes que o indie britânico produziu desde “Still On Fire” lançada pelo Aztec Camera, em 1984 .


Foto: Vitor Diniz

E se não fosse por essa pandemia terrível que abala o mundo, os meninos poderiam estar ainda mais hypados com uma sequência maior de trabalho. Ao vivo, a banda é mesmo muito competente, e a elogiada participação do quarteto no Reading Festival em 2019, também ratifica essa afirmação.

Lembrando o Spinn na Escócia

Melhor que ter visto no ano passado um show do Spinn foi ter feito isso no famoso King Tut’s Wah Wah Hut, em Glasgow. Foi nessa seminal casa que o mestre Alan McGee, da Creation Records, agora com a Creation 23, encontrou o Oasis e aí surgiam os primeiros capítulos de uma das mais importantes trajetórias do rock. Com toda essa atmosfera Britpop do local, que fica na região central da apaixonante e extremamente musical cidade de Glasgow, vimos o Spinn em noite impagável no mês de novembro. Assim como seu LP, o show da banda naquela noite de 2019 foi uma delícia de ser conferido e rolou fácil, pois todas as faixas são cativantes. O vocalista Johnny Quinn esbanja carisma e sua sintonia com uma galera bem nova que lotava a casa era visível. Por sinal a moçada pulava muito e o piso do King Tut’s vibrava, conferindo uma sensação bacana de euforia indie inesquecível. Que garotada fashion/rock&roll incrível, cheia de fibra e que deve estar sentindo muita falta de um show daqueles.


Foto: Vitor Diniz

Johnny parece seguir a melhor escola do rock inglês e sua grande postura de palco remete a icônicos vocalistas como Jarvis Cocker, Brett Anderson e principalmente Morrisey! Em um determinado momento flores foram atiradas do palco. Já da guitarra do ótimo Andy Power saem riffs com ”sabor” de John Squire e Johnny Marr. E as já citadas linhas de baixo? Sean McLachlan é um arraso com seu instrumento, muito talentoso assim como Louis O’ Reilly na bateria. E como deve ser, assim que encerraram o último acorde da apresentação, desceram do palco e correram para a lojinha da banda. Deram autógrafos, tiraram fotos com seus fãs e ainda assinaram o vinil de um certo jornalista brasileiro. Não é toa que o King Tut’s é um espaço cultuado do rock mundial.
 

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Escola de Rock

13 de julho de 2020

foto: Carlos Mafort

Confira entrevista e vídeos com Tatila Krau

Por Vitor Diniz

Tatila Krau cantando com a sua fina assinatura um hit do The Cure? Sim, esse é um presente da badalada cantora de 25 anos para vocês que acompanham o Popmix, nesta data que tanto celebramos bandas que mudaram o rock . O vídeo postado no Instagram foi gravado no melhor estilo ‘”do it yourself” durante a quarentena.

A carismática artista de voz marcante já havia revisitado com muita classe a obra do lendário grupo de Robert Smith em 2017. Já em 2018 olhou com maestria para outro gigante do rock mandando ver em um inspirado cover de um dos clássicos do incrível Queen(veja abaixo). Vale muito curtir também o caprichado clipe de “Mystery”, música que ela lançou em 2014 com o projeto Look Up. Tatila Krau ganhou fama e muitos seguidores após a sua participação no programa The Voice Brasil em 2019. Nascida no Rio de Janeiro e radicada em Nova Friburgo, onde dá aulas dialogando com vários estilos musicais na sua inovadora escola Belting Music Club, ela concedeu por e-mail entrevista ao Popmix. Confira!

Tatila, qual a sua relação com a obra do Queen?

Conheci o Queen ainda bem pequena. Meu pai gostava muito e tinha o CD “Queen Greatest Hits II” (que, aliás, tenho até hoje e é a trilha sonora favorita do rádio do meu carro). O disco continha as faixas mais aclamadas da banda e eu me contagiei por aquele som único, complexo, intenso.

A voz de Freddie Mercury me impactou desde o primeiro momento que escutei. A medida em que fui conhecendo melhor o trabalho do artista, do performer e do grande talento que ele era, tornou-se uma de minha bandas favoritas e grande influenciadora do meu trabalho.

Em quais aspectos, as faixas do The Cure chamam mais a sua atenção?

As faixas do The Cure são muito autênticas. Conheci o trabalho através do meu grande amigo e parceiro na música Pedro de Paula. Ainda adolescentes, quando formamos nossa primeira banda “Nostalgia”, Pedro sempre falava no Cure, era sua banda favorita. Insistia que eu devia ouvir e conhecer melhor, pois era “fantástico”.

A música que mais gosto, desde sempre, é Just Like Heaven. Achei que continha uma energia sublime e me identifiquei de primeira. Música alegre, contente, que te faz dançar na frente do espelho. Daí surgiu a ideia do vídeo, quis passar uma atmosfera alegre e despreocupada, como se estivesse sozinha, no meu quarto, cantando para ninguém além de mim mesma. Tenho muito orgulho do resultado desse vídeo.

Foto: Keillin Almeida

 

Como foi lançar Mystery-Look Up, em 2014?

Mystery foi uma música que compus aos 17 anos. Tenho muito carinho por ela. A ideia surgiu no meu quarto, num sábado a noite, em um momento decisivo, daqueles que todo adolescente passa. Pensando a respeito do futuro  e das decisões que tomaria a respeito da música, que seria minha profissão.

Look Up foi um projeto muito querido por mim, que surgiu através da internet. Guilherme Heringer, produtor e designer, estava aprendendo a trabalhar com produção musical e pensou em fazer uns “testes” gravando alguns artistas friburguenses. Descobriu, através das redes sociais, o meu trabalho e o trabalho de Ian Fabris.

Fomos convidados para uma reunião. Não nos conhecíamos, mas a empatia foi instantânea. Nunca vi 3 pessoas se darem tão bem em questão de minutos. Dali pra frente, foi fluindo tão naturalmente, que gravamos 2 composições (uma minha e uma do Ian). Mystery e Deixa a Chuva.

O projeto, que até então era apenas uma experiência de gravação, tomou novos rumos quando começamos a ser convidados para nos apresentar ao vivo em eventos. É uma época da qual me lembro com muito carinho, pois amávamos aquilo e fazíamos com muito carinho e cumplicidade.

Infelizmente, precisamos encerrar nossos trabalhos, pois Ian se mudou para Florianópolis e Guilherme, para Portugal. Todos continuam seus trabalhos na música e nossa amizade perdura firme e forte até hoje. Foi o início de algo muito especial para todos nós.

 

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Lost In You

10 de julho de 2020

Por Vitor Diniz / Foto: Elza Cohen

O Leela sempre foi uma das melhores e mais criativas bandas da cena brasileira e agora eles nos brindam com a sua primeira música em inglês. “Lost In You” é uma parceria do grupo com o músico e xamã dinamarquês Kjell Sandvick. A faixa, que vai estar no próximo disco do Leela, ganhou um clipe super bem produzido com uma vibe focada nos anos 1920. Todo o elegante conceito que norteia “Lost In You” é mais uma prova do pioneirismo da banda, que sempre passeou muito bem por diversos estilos ao longo de vinte anos de carreira. O Leela conta com Bianca Jhordão(Guitarra e voz), Rodrigo O’Reilly Brandão(Guitarra), Guilherme Dourado(Baixo) e Fabiano Paz (Bateria).

 

Links relacionados ao Leela:

 

+Chamada da entrevista do Leela em 2019:

Leela&Fausto Fawcett ! Parceria Certeira!

 

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Hell Oh! na área!

25 de junho de 2020

Vamos nessa com ”Hot Like Summer”

O grupo Hell Oh!, que já marcou presença de várias formas no Popmix(confira os vídeos relacionados),  coloca no mercado mais uma envolvente música. ”Hot Like Summer”, que é a faixa da vez, foi lançada em uma bela conexão de trabalho da ótima banda de Nova Friburgo(RJ) com o programa Realidade Musical, de Fernando Sampaio. ”Por causa da pandemia, infelizmente,  não temos prazo para gravação de um disco novo. Iríamos começar a gravar em agosto, mas agora estamos dando uma pausa na composição desse material até tudo isso passar”, frisou o baixista Maycon Rocha, por WhatsApp ao Popmix. Mas enquanto não pinta um novo álbum do Hell Oh!, ”Hot Like Summer” é uma excelente pedida para quem adora o grupo, que é um dos mais legais da cena indie brasileira.

Faixa gravada no Rio de Janeiro para o programa Realidade Musical :

 

Entrevistas do Hell OH! para o Popmix:

 

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