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Definitivamente empolgante !

17 de novembro de 2019

Em grande estilo Liam Gallagher lança um disco brilhante

Liam Gallagher está aí, mais uma vez, nos brindando com um grande disco de Rock&Roll. Why Me? Why Not não é apenas melhor que seu antecessor, o ótimo As You Were, mas sim é ainda mais relevante  do que a maioria dos álbuns de rock dos últimos tempos. Why Me? Why Not, que traz onze faixas em um lindo vinil verde e três músicas extras na edição deluxe, é daqueles discos que geralmente pegam o ouvinte de primeira. O difícil é parar de escutar esse envolvente álbum.
O novo trabalho do ex-vocalista do Oasis é cheio de alternativas para quem curte a preciosa escola do rock inglês. Um refrão grandioso para cantar junto? Sem problemas, aqui Liam nos oferece vários. Boas melodias? Isso é algo que também é marcante, uma fartura só. São muitas as faixas que comprovam o talento de Liam Gallagher e que farão você pensar em gigantes da cultura pop como David Bowie , Marc Bolan, Paul Weller e Ray Davies, ou, em especial, em John, Paul, George e Ringo.

A música do ano

Liam, que havia debutado com classe em carreira solo, com As You Were, de 2017, passa muito bem pelo famoso teste do segundão. “Now That I’ve Found You “, que está emocionando tanta gente, é mesmo capaz de deixar ainda mais estreita e forte a nossa relação com a música pop. Números assim reforçam a tese do quanto a música pode fazer bem para as nossas almas…
Mesmo em um punhado de grudentas e significativas faixas, podemos destacar  “Halo” como a música do ano. E olha que ”Off My Mind”, de Richard Hawley, também é de arrepiar de tão boa. Mas a forma como o irmão do também magistral Noel consegue em “Halo’’, mesclar uma melodia irresistível com aquela fina agressividade punk e glam é impressionante. Em uma sacada magistral, ‘’Halo’’ traz, em determinado momento, uma espécie de gap pop na cozinha rock com palminhas, flautinhas e backing vocals doces que pipocam ao longo de toda a música com perfeição. Depois volta a ser “nervosa’’, remetendo a Sex Pistols e ao próprio Oasis e ao Beady Eye também. ”Halo” é, de fato, muito marcante. Um primor essa música, que está bem acompanhada, já que outras grandes faixas vão conquistando o ouvinte ao longo do álbum. “Meadow’’ é linda, uma balada com carinha de Harry Nilsson, John Lennon e, principalmente, George Harrison. ‘’Shockwave’’ abre o disco mostrando o quanto Liam Gallagher é atento às boas texturas roqueiras. O resultado é mais uma excelente música, que já nasce com ‘’gosto’’ de clássico assinada por um Gallagher.
Os vocais de Liam seguem muito bem obrigado. A voz do cantor de quarenta e sete anos é uma das mais marcantes da história do rock. Sensacionais hits do Oasis  que estão registrados no inconsciente coletivo, como ‘’Live Forever’’ e ‘’Wonderwall’’, não me deixam mentir. Falando em hits, ‘’Once’’ é a maravilhosa canção que vai fazer multidões cantarem com braços erguidos nesta turnê de Liam Gallagher.
Nesse discaço, Liam contou com sua ótima banda e com a colaboração luxuosa de nomes como Greg Curstin e Andrew Wyatt.

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Bundesliga Experie​nce

Evento no Rio traz clima pop de entretenimento boleiro

O futebol é arte, é entretenimento, é vida! A Bundesliga, mais uma vez, mostrou o seu pioneirismo e promoveu o evento Bundesliga Experience, no Rio de Janeiro, no último final de semana. Com uma coletiva de imprensa, no Clube de Regatas do Flamengo, o evento começou em grande estilo. Quatro ex-jogadores brasileiros, que são lendas do futebol alemão e mundial, falaram sobre as suas conexões, não só com a Bundesliga, mas também enfocaram como a terra do Scorpions foi importante para a formação de cada um. Estavam lá os craques e embaixadores da Bundesliga: Juan, Tinga, Zé Roberto e Paulo Sergio. Eles deram um show de simpatia e carisma. ‘’Uma das coisas que foram fundamentais para mim, foi aprender a língua e a cultura’’, destacou Paulo Sérgio em relação a sua adaptação a Alemanha. A festa, que divulga o campeonato alemão no Brasil, seguiu bonita, em uma Arena toda cool, montada na praia de Ipanema, com direito a um estúdio bacana da Fox Sports e uma série de jogos nas areias. Ainda em um telão, rolava o clássico Bayern de Munique x Borussia Dortmund. Um programa esportivo pop para toda a família. Golaço da Bundesliga!

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Miles Kane está em todas!

26 de outubro de 2019

Músico lança single, roupas com a Fred Perry e vai abrir shows de Liam Gallagher

Por Vitor Diniz – Imagem / Divulgação Facebook Oficial

O cantor e guitarrista Miles Kane parece estar mesmo vivendo um momento mágico. O inglês, de trinta e três anos, não para de trabalhar e está às voltas com o lançamento de um festejado single, uma coleção de roupas junto à seminal grife britânica Fred Perry e ainda vai abrir alguns concertos da nova turnê de Liam Gallagher! Ufa! Miles Kane é, de fato, um dos mais talentosos e intrépidos músicos que a Inglaterra produziu nas últimas décadas.

Já escutou a sua nova faixa? Vale muito dedicar cerca de três minutos à irresistível ”Blame It On The Summertime”, e sair pelas ruas com sua cativante melodia na cabeça. Esse novo single conta com um clipe produzido por Charlie Lightening, que pode ser conferido no canal oficial do músico, no YouTube. A faixa tem tudo para fazer bonito nas próximas apresentações de Kane.

Ele também vai fazer shows com Liam Gallagher, no Reino Unido e na Irlanda, ainda esse ano, no embalo do lançamento de Why Me? Why Not, o maravilhoso e obrigatório segundo álbum do ex-vocalista do Oasis.

Miles, que também é ótimo nos palcos, fez um dos melhores shows que eu já pude assistir de perto. A atuação inesquecível aconteceu em Manchester, de forma empolgante, em 2013. (Leia matéria publicada no Popmix, através do link relacionado abaixo).

Imagem : Divulgação / Facebook Oficial

                      Kane&Weller

Miles Kane, com sua pegada Mod, também é referência de estilo e está à frente de uma linha incrível de roupas da Fred Perry . Nesse projeto, conta com a participação de luxo de Dylan Weller. A moça, que é fashion stylist hypada no eixo Londres/Los Angeles, é filha do mestre Paul Weller, com quem Miles já fez uma campanha para John Varvatos, entre outros trabalhos. Dylan estampa inclusive lindas fotos ao lado de Kane no site da Fred Perry. Estas peças de roupas, já nascem com jeito de hits entre os fashionistas atentos.

          Fora do Reino Unido, muitos passaram a conhecer Kane na onda do The Last Shadow Puppets, duo que ele e Alex Turner do Arctic Monkeys criaram. O The Last Shadow Puppets conta com dois excelentes álbuns. Não deixe de escutar ambos! Contudo, antes nosso personagem foi vocalista e guitarrista do Tha Rascals e com a banda lançou em 2008 Rascalize, um disco bem indicado para quem não vive sem Rock&Roll. 

          E se eu não resisti ao mencionar acima o show do cantor realizado em novembro de 2013, afirmo que uma das grandes dobradinhas que já presenciei, Miles Kane também esteve envolvido. Ele fez uma participação no show do sempre genial Paul Weller, em Londres, quando o Modfather lançou o disco Sonic Kicks. 

          O texto e as fotos referentes a essa noite, que data de 2012, estão também relacionados em um dos links abaixo. Fica a torcida para que o músico apareça no Brasil em 2020. Kane tocou em São Paulo, no Cultura Inglesa Festival de 2011. Já está na hora de nos fazer outra visita.

+ Assista ao novo clipe de Miles Kane

+ Miles Kane faz grande show em Manchester

+ Miles Kane toca com Paul Weller em Londres

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As Crônicas de Elvis

4 de outubro de 2019

Daniel Frazão fala sobre seu livro dedicado ao Rei do Rock! Ouça!

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Canções do Desapego !

26 de maio de 2019

Talentoso músico da cena paulistana fala sobre seu novo álbum. Ouça a entrevista com Johnny Monster

Por Vitor Diniz / Fotos:André Marothy

Johnny Monster está lançando o excelente Canções do Desapego (ForMusic), um disco que traz lindas melodias e conta com a participação de vários convidados especiais, entre eles, a de Edgard Scandurra, do Ira!, na música “Entrelaços”. Johnny sempre prestou grandes serviços ao rock brasileiro, tocando em adoradas bandas. Com o sensacional Daniel Belleza&Os Corações em Fúria, por exemplo, ele participou  em 2005 do Popmix, como vocês podem conferir em um dos vídeos relacionados nesta matéria. Em uma tarde de outono, Johnny escolheu uma simpática gelateria de São Paulo para essa entrevista junto ao Popmix. Ouça clicando no link abaixo !

Confira a página de Johnny Monster no Facebook

 

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Leela&Fausto Fawcett ! Parceria Certeira!

25 de abril de 2019

        Ouça entrevista com Rodrigo O’Reilly Brandão, Bianca Jhordão e Fausto Fawcett!

Por Vitor Diniz / Foto – Rodrigo Silva

 

Tivemos a sorte de entrevistar o grupo Leela e o cantor, letrista  e escritor Fausto Fawcett juntos! O papo gravado no charmoso estúdio Music Bunker do Leela em São Paulo está no link abaixo e o sabor desse encontro foi ainda mais especial pela presença do Fausto e pela conexão que sempre tivemos com a trajetória do Leela, que foi a primeira banda a gravar uma edição do Popmix.

Debutamos na TV, em 2002, com um programa com esse talentoso grupo que surgiu no Rio de Janeiro e que sempre foi adorado na cena brasileira. Na época, eles tocaram espertas versões acústicas de suas músicas para o Popmix na TV Zoom, em Nova Friburgo. Em 2007,  o Leela, que  já havia se mudado para a capital paulista, voltou a nos brindar com uma atuação inspirada, mandando ”Pequenas Caixas”. O vídeo, que traz esse número, e uma entrevista que ganhou destaque na home do UOL Música via Popmix e que foi registrado no estúdio Mariposa em São Paulo  também está linkado abaixo .

Agora em 2019, a banda do casal Bianca Jhordão (vocal, guitarra e theremin) e  Rodrigo O’Reilly Brandão (guitarra, sintetizador, produção musical e vocal)) ,  vive mais um momento mágico, aquecendo a chegada do próximo  álbum com singles e clipes bacanérrimos. Completam a atual formação do Leela Guilherme Dourado, no baixo e Fabiano Paz, na bateria. A parceria com o grande Fausto Fawcett segue magistral e é um dos temas dessa entrevista. Ouça !

+Assista aos clipes do Leela no canal oficial da banda no YouTube

+https://www.facebook.com/faustofawcetteosrobosefemeros/

+Chamada da entrevista  feita para as mídias do Popmix

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Arctic Monkeys ao vivo!

5 de abril de 2019

 

Ingleses fazem grande show no Rio e serão atração do Lollapalooza em São Paulo

Por Vitor Diniz

O Arctic Monkeys fez um dos grandes shows de rock dos últimos tempos no Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira(3).  A animação total de uma galera bacana e interessada, que lotou a Arena Jeunesse, não me deixa mentir. Os fãs, que pareciam estar numa proporção tipo quatro a cada cinco deles com uma camiseta do grupo  de Sheffield, pulavam e cantavam mui-to e faziam um lindo espetáculo pop, comandados pela banda que parecia ser a do coração de quase todos que estavam ali. Tal interação entre os britânicos e seu público nos fazia lembrar dos grandes concertos da cultura rock, que já vimos ao vivo, ou em dvd, ou até nos faziam pensar naquele vinil duplo no melhor estilo In Concert de tantas bandas que crescemos ouvindo.

Algo que também tornou o show ainda mais vigoroso e que sempre impressiona no Arctic Monkeys ao vivo, é o quanto punk se torna o grupo, em especial a voz de Alex Turner. Sim, com todo aquele acento britânico que quem ama Rock&Roll sabe o quanto pode dar graça extra a um petardo sonoro. “Do I Wanna Know?” foi a primeira da noite reforçando essa tese. Mesmo com seu último trabalho, o calminho e belo Tranquility Base Hotel & Casino, ”na mão’’, o  grupo preferiu iniciar o show com faixas mais pulsantes de seus  álbuns anteriores e foi acionando o último disco paulatinamente. Mas algumas das lindas canções de Tranquility Base Hotel & Casino ficaram bem legais no Rio. “Four Out of Five’’, por exemplo, é maravilhosa no disco e assim também foi no palco carioca, com Turner e seu dress code impecavelmente  dândi , cantando em pé e se movimentando e depois se sentando ao seu órgão. Um luxo só!

Se por um lado o vocalista é punk quando precisa, ele também segue por vezes em outra direção e evoca um estilo mais lírico. Como sempre, é legal lembrar, se Turner tem esse lado crooner, que tanto o caracteriza, ele, provavelmente, teve em sua cidade natal grandes exemplos desta onda.

Lembremos que também são de Sheffield geniais cantores do pop britânico, como Jarvis Cocker, do Pulp e Richard Hawley. Este, por sua vez ao lado dos Arctic Monkeys, gravou em 2012 a sensacional faixa ‘’You And I’’.

E atenção, se você gosta  do Arctic Monkeys, corra atrás de tudo que o Little Man Tate lançou. Se trata de outra ótima banda de Sheffield, que infelizmente parece mesmo ter desencanado do mundo indie.

Dancing Shoes

O Arctic Monkeys no Rio demonstrou ser uma banda cascuda nos palcos, com vasta experiência e quem for ao Lollapalooza nesta sexta-feira, em São Paulo, vai poder ao que tudo indica conferir um grande show. No Rio, “Dancing Shoes”, foi uma das melhores que Turner mandou, ao lado de seus ótimos parceiros de banda.

Curioso também ao ver como os caras foram aclamados no Rio, é pensar em seu começo, em 2005 ou 2006, com os então meninos do Arctic Monkeys, com um  jeitão cool de cabelos moptop e jaquetas Adidas, começando a ganhar preciosos espaços na mídia do UK.

Esse show no Rio superou o de 2014 realizado na mesma Arena, e foi melhor do que o apresentado também por eles no Tim Festival, em São Paulo, em 2007. Agora é torcer para que, se houver um próximo rolê do The Last Shadow Puppets, Alex Turner se anime e pinte no Brasil ao lado de Miles Kane. Parceiro de Turner neste projeto. Kane é outro grande nome do atual rock inglês! Quem chegou mais cedo ao show do Arctic Monkeys teve a felicidade de conferir a atuação inspirada do  sempre criativo grupo o Terno. E a loja com os produtos do Arctic Monkeys se estava repleta antes da apresentação , depois do show ficou ainda mais disputada. Além de camisas e vários itens do grupo, LPs, CDs e fitas cassetes só aumentavam o belo cenário pop.

 

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Sir McCartney

2 de abril de 2019

       Mais uma vez Paul  empolga plateia e ratifica condição de ícone do rock

 

Ver Paul McCartney é algo muito positivo e muito impactante. O homem que formou, ao lado de John Lennon, a dupla mais importante da cultura pop, segue relevante lançando ótimos discos e lotando estádios e isso não é para qualquer um. O músico britânico que se apresentou em Curitiba, no último sábado e fez dois shows dias antes em São Paulo, consegue levar seus fãs ao delírio com extrema classe.

        No show de quarta-feira, dia 27 de abril, no Allianz Parque, em São Paulo, por exemplo era fácil ver a todo momento pessoas de várias  idades emocionadas na pista.  Impossível não lembrar da primeira vez em que vi, aos dezenove anos,  um show do Macca, e estou me referindo ao histórico concerto do Maracanã em 1990, em que testemunhei Paul e Linda juntos em ação. Agora ele já veio outras vezes ao Brasil. E eu pude ver um dos meus grandes ídolos um punhado de vezes no palco, mas ainda assim o cara que escreveu hinos  como ‘’Hey Jude’’ e ‘’ Let It Be’’, vai sempre empolgar as  nossas almas.  A emoção ao ver de perto um personagem tão importante  é algo sempre mágico. Esbanjando carisma e se comunicando com seu português super em cima, o músico inglês também mandou muito bem ao piano e músicas sensacionais da fase Wings, como ”Nineteen Hundred and Eighty-Five” com sua  marcante introdução e ”Let’Em In”,  foram  tocadas e cantadas de forma impecável.

                    A história de perto  

A turnê Freshen Up vai direto ao ponto e faz, em cerca de duas horas e meia de show, um raio X bacana da trajetória de Sir Paul McCartney, desde sua fase com o The Quarrymen , olhando, é claro, para os  Beatles e sabendo também buscar bem o que Paul fez desde que a maior banda de todos os tempos se dissolveu em 1970 até hoje. O álbum Egypt Station  é muito bom e como suas músicas soaram bem ao vivo em São Paulo. ‘’Come On To Me’’,  cheia de acento roqueiro foi uma das grandes faixas lançadas em 2019. ‘’Fuh You’’ também ficou redonda demais  com seu clipe no telão reforçando um clima cool e meio Merseyside, que norteou todo o lindíssimo show. Já a dançante ”Back in Brazil” rolou no primeiro show paulistano e em Curitiba. O público dos mais atentos e interessados fez bonito e se esbaldou com sua adoração aos Beatles e a James Paul McCartney, que, aos 76 anos, está super à vontade no palco, ao lado da sua competente e entrosadona banda que contou com metais certeiros e tudo.

       Ver Paul ao vivo é ver uma mãe levando seus  filhos para ver a história de perto e consequentemente chorarem e cantarem  juntos e abraçados em ‘’Something’’. Neste clássico gigantesco dos Beatles, Paul lembrou de George Harrison, a fina assinatura da faixa e fez com que o estádio do Palmeiras inteiro cantasse com ele. John também foi lembrado na  balada ‘’Here Today’’, que Paul lançou em 1982 no disco Tug of War.
     Um espetáculo que teve antes do genial Macca pisar no palco, um aquecimento daqueles para a galera. Imagens de Paul, John, George e Ringo no telão e uma discotecagem Beatles nota dez deixaram tudo pronto para mais um grande concerto de Paul McCartney no Brasil.
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Os melhores do ano

10 de janeiro de 2019

A lista do Popmix e seus dez discos da cena internacional em 2018.

 

1-Miles Kane/Coup de Grace

 

 

2-Sunflower Bean/Twentytwo In Blue

 

 

3-Paul Weller/True Meanings

 

 

4-We Are Scientisties/Megaplex

 

 

5-Paul McCartney/Egypt Station

 

 

6-Goat Girl/Goat Girl

 

 

7-Jack White/Boarding House Reach

 

 

8-Arctic Monkeys/Tranquility Base Hotel + Casino

 

 

9-Courtney Barnett/Tell Me How You Really Feel

 

10-Elvis Costello&The Imposters

 

 

+Os melhores de 2017

+Os Melhores de 216

 

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Sempre relevante, sempre Paul Weller

10 de dezembro de 2018

Mais um álbum certeiro! O Modfather e a sua importância histórica!

 

Paul Weller deixa evidente com seu recém lançado álbum True Meanings, porque é de longe um dos caras mais respeitados de todo o rolê do rock inglês . O genial cantor e compositor de sessenta anos é, inegavelmente um dos músicos mais talentosos de todos os tempos. O novo disco é mais uma demonstração  do quanto ele sabe sempre nos apresentar álbuns relevantes e sempre parecendo ser uma espécie de  máquina de trabalhar! Para comprovar isso, basta dar uma analisada na sensacional discografia do homem que escreveu hinos como ”Town Called Malice”, ”Sunflower” e ”English Rose”. Esta, lançada em 1978 pelo The Jam, fica muito bem ao lado das faixas deste novo trabalho. True Meanings é o décimo terceiro disco solo do Modfather-como ele também é chamado-que em 1977 , já lançava o fundamental In The City com o Jam ao lado do baixista Bruce Foxton e do baterista Rick Buckler. A obra do The Jam é algo tão sério  que em 2015, uma exposição foi montada no famoso Somerset House em Londres, mostrando a grandeza do trio.(Popmix conferiu de perto. Leia matéria sobre o evento e assista ao vídeo com caixa Fire&Skill  nos links abaixo)

True Meanings, é um discaço , lindo, despretensioso  e cheio de faixas calminhas e ótimas para tirar qualquer um da correria dos dias turbulentos .”Gravity” , com arranjos delicados é uma das mais inspiradas músicas lançadas em 2018.  Mas é bom lembrar que Paul Weller, apesar da essência  roqueira e mod, jamais deixou de registrar grandes baladas em todos os seus discos. Estamos falando de um hit-maker nato , que colocou na história pérolas da grandeza de  ”Broken Stones” e ” You Do Something To Me”, apenas para citar duas que transbordam  a sua facilidade para criar melodias perfeitas. Ambas as peças estão no clássico álbum Stanley Road de 1995. Você pode estar também se lembrando da envolvente e açucarada  ”You’re The Best Thing”. Sucesso total com o  incrível The Style Council em 1984, a música  rola até hoje em algumas FMs do Brasil e de todo o planeta. ”You’re The Best Thing” , está no fundamental disco Café Bleu que conta com a divina capa que apresenta Weller e seu parceiro Mick Talbot em grande estilo. E por falar em elegância e capas de discos,  o tempo parece mesmo não passar  para  este dândi inglês e,  nesse novo álbum Paul Weller assim como fez em Café Bleu e em tantos trabalhos nos entrega  na arte de sua capa algo como um manual da moda britânica. Claro que o vinil duplo é a forma mais indicada de se apreciar um disco tão luxuoso e que nos confere um rica experiência tanto sonora quanto do ponto de vista estético.

Arranjos Sofisticados

E como convidado especial para atuar na faixa de abertura de True Meanings, que foi lançado pela Parlophone, temos Rod Argent, referência com seu lendário grupo The Zombies . Com seu órgão mágico Argent acrescenta uma graça extra a maravilhosa ”The Soul Searchers”.
Paul Weller gosta de tocar violão, e em seus shows sempre curtiu  fazer um set acústico com sua bandaça (Leia matéria nos links abaixo sobre os shows de Paul Weller que o Popmix acompanhou) e desta vez nos premiou com um disco que, para muitos é conceitual  e que conta com uma pegada  tipo de um unplugged , meio folk . Em A Kind Revolution de 2017, o músico sempre atual e conectado  ás tendências, havia como em outros projetos, experimentado com sucesso passeios arriscados  por diversas vertentes da música , mas agora nos faz lembrar de seu disco Days  Of  Speed que corresponde ao seu acústico lançado em 2001. Impecável do começo ao fim! Ouça este álbum urgentemente. O mesmo podemos dizer sobre True Meanings , magistral também e cheio de belos momentos como a finíssima  ”What Would He Say”, com seus metais precisos que ajudam a fazer dela uma das grandes faixas já escritas por Weller. A admiração por bandas como o Cow mostra o quanto Paul é apreciador mesmo da arte de se tocar violão . O modfather convidou os músicos do Cow para abrirem seus shows em 2012 no Roundhouse em Londres.  ”Aspects”, ” Books” ( com a cantora Lucy Rose) e é claro ”Bowie”,  são outras lindas músicas que podem tornar o seu dia bem melhor. Escutar Paul Weller é estar de bem com a música é estar de bem com a arte.

 

 

Leia matéria sobre a Exposição do The Jam

Paul Weller em Londres ao vivo

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