+ Em show correto, Duran Duran “consola” flamenguistas no Rio

24 de novembro de 2008

Clássico que tanto simboliza a década de oitenta, o grupo inglês Duran Duran levou neste domingo ao Vivo Rio diversos trintões e quarentões para um concerto que marcou a volta da trupe do cantor Simon Lebon à cidade na qual eles não tocavam desde 1988.

 

 

 

 

Por: Vitor Diniz

 

Com quarenta minutos de atraso e depois de muitas vaias do público, que não parecia mais tolerar a demora, os ingleses subiram ao palco com seu dress code cool. Logo Simon se dirigiu à beirada do palco e apenas parado respirava fundo seriamente, enquanto era ovacionado apenas por estar alí. O vocalista parecia estar se desculpando pelo atraso e recompensava seus fãs já com a ótima “The Valley”.

 

“Planet Earth”, a segunda da noite, acabou sendo um momento especial que resumiu como este grupo foi marcante em termos sonoros e estéticos na seara oitentista. Alí, a profusão musical era sublime. Ao vivo, esta música mostrou a complexidade do grupo e ainda de quebra, depois de tanta estrada pop percorrida, ver Simon e o baixista John Taylor cantando de rostinho colado foi algo divertido que nos fez lembrar das matérias feitas em Londres pela Cristina Franco e exibidas pela rede Globo. O Duran Duran era a cara da capital inglesa àquelas alturas…

 

O fato de “Red Carpet Massacre”, seu último álbum, ter sido pouco acionado, não parece ter sido problema para uma moçada que foi comandada por Taylor em “Notorious” e que delirou com “A View to a Kill”.

 

Simon tem o pop nas veias, ou melhor, no palco. Com a voz ainda super em cima, fez a sua parte bem. Em um instante, sumiu e retornou com um violão em punho. Era a senha que indicava “Save a Prayer” ser a bola da vez e, de fato, ele cantou e tocou impecavelmente uma das baladas mais densas de sua geração, sendo que no refrão ele apenas deixou “O Rio cantar bem alto”.

 

“Ordinary World” foi outra que mostrou que, além de senso dançante e de vocação para as pistas, o Duran Duran sempre fez grandes canções.

 

Depois de uma hora e meia de show, o grupo fez uma pausa e voltou para um final super bacana, como “Girls On Film”, que acabou sendo a primeira e melhor do bis, que teve também um espetáculo a parte de John Taylor em seu baixo.

 

Simon ganhou de vez os cariocas e no final usou uma camisa do Flamengo e uma bandeira do Brasil. Não deu outra, o Duran Duran saiu do palco sob os gritos de “mengo!” e consolou assim a torcida do time que havia perdido para o Cruzeiro. Espertinho esse Simon Lebon, não?

artigo publicado por popmix
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